quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Maxillaria desvauxiana

A Maxillaria desvauxiana é uma espécie muito pouco vista em cultivo. É uma planta de médio porte, de pseudobulbos ovoides, ligeiramente comprimidos, com uma única longa folha coriácea e oblongo elíptica. Como é caraterístico deste género, as inflorescências são solitárias, tendo nesta espécie um pedúnculo muito curto, ficando as flores muito próximas dos pseudobulbos. Estas são cerosas, de longa duração, com cerca de 5 a 6 cm de envergadura e perfumadas.    

Família: Orchidaceae         Género: Maxillaria         Espécie: desvauxiana

Habitat natural: Espécie epífita ou litófila, de crescimento cespitoso, que se manifesta em florestas húmidas e algo montanhosas, entre os 100 e os 1850 metros de altitude, em diversos países da América do Sul, destacando-se o Equador, o Peru, a Venezuela, a Colômbia e a Bolívia, entre outros de menor dimensão.




Cultivo: Esta planta está todo o ano na estufa temperada, com 12 graus de mínima e 34 graus de máxima, podendo contudo suportar temperatura ligeiramente mais baixas. O ambiente de cultivo é sempre sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Utilizo um vaso com cerca de 10 a 12 cm de diâmetro e um substrato composto por maioritariamente por casca de pinheiro de média  granulometria (60 a 70%), argila expandida (20 a 30%) e perlite (10%).
A frequência das regas é apenas a necessária para manter o substrato ligeiramente húmido, durante   todo o tempo, adequando estas a cada estação do ano. Importante nunca deixar este encharcar.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (apenas metade da dose indicada no rótulo, por cada litro de água).

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/maxdesvauxiana.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Maxillaria scalariformis

Esta é a segunda floração desta Maxillaria scalariformis, uma belíssima espécie proveniente de habitats naturais da Guatemala, onde se desenvolve como planta epífita, em florestas chuvosas e com altitudes entre os 1000 e os 1300 metros. É uma espécie a cultivar em ambientes temperados, bem ventilados,  sombreados e com elevado teor de humidade relativa do ar.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Comparettia speciosa

Comparettia speciosa é uma planta miniatura ou de médio porte, tendo pseudobulbos oblongos, lateralmente achados, com uma folha apical, coriácea e oblongo lanceolada. As suas inflorescências são relativamente longas e podem ser compostas por diversas flores intensamente coloridas de cor de laranja.

Família: Orchidaceae          Género: Comparettia          Espécie: speciosa

Habitat natural: É uma espécie epífita, desenvolvendo-se no Sudeste do Equador e no Noroeste do Peru, em florestas montanhosas, densas e chuvosas, com um elevadíssimo grau de humidade e em altitudes que podem oscilar entre os 700 e os 2000 metros.




Cultivo: Esta planta está montada numa pequena placa de cortiça, em local parcialmente sombreado e bem ventilado. Está todo ao ano na estufa aquecida, onde as temperaturas mínimas nunca descem abaixo dos 12 graus e com elevado teor de humidade relativa do ar (60 a 80%). Não será aconselhado nenhum tipo de exposição solar.
Nas estações mais quentes e secas do ano deve ser regada com frequência (várias vezes por semana), espaçando consideravelmente o número de regas durante a segunda metade do Outono e durante todo o Inverno. Nunca deverá ter as raízes secas por períodos prolongados de tempo. Para quem cultiva em vaso a frequência das regas deverá ser menor.
Utilizo como fertilizante o Akerne Rain Mix, com uma a duas aplicações semanais (doses pouco concentradas), suspendendo totalmente as fertilizações durante o Inverno.

Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/compspeciosa.htm

domingo, 2 de dezembro de 2018

Laelia furfuracea

Laelia furfuracea é uma planta miniatura a pequeno porte, de pseudobulbos cónicos-ovoides, com uma folha apical (muito raramente duas), coriácea, ereta e lanceolada.  As suas inflorescências são compostas por hastes longas, com uma a várias flores de bom porte e finamente rosadas.

Família: Orchidaceae        Género: Laelia         Espécie: furfuracea

Habitat natural: Esta é uma espécie que se desenvolve de forma epífita, no estado de Oaxaca, no sul do México, crescendo sobre a casca rugosa de carvalhos velhos, em florestas com altitudes compreendidas entre os 2100 e os 3000 metros.




Cultivo: Cultivo esta espécie montada numa pequena placa de cortiça, estando todo o ano na estufa fria, onde as temperaturas mínimas descem, por vezes, até perto dos zero graus, durante a noite. O ambiente é ligeiramente sombreado, mas com ótima luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa.
Durante as estações do ano mais quentes e secas rego quase diariamente, reduzindo drasticamente o número de regas durante o Inverno, sobretudo quando as temperaturas estão baixas. Nesta altura requer um período de descanso.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com cerca de metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante a segunda metade do Outono e no Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

 http://orchidspecies.com/laelfurfuracea.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Masdevallia veitchiana

A Masdevallia veitchiana é uma espécie de pequeno a médio porte. Esta carateriza-se pelas suas longas inflorescências, cujas hastes sobressaem muito acima do resto da planta e ainda pelo seu intenso e inconfundível colorido.

Família: Orchidaceae        Género: Masdevallia        Espécie: veitchiana

Habitat natural: Esta é uma espécie se desenvolve predominantemente como planta  terrestre, por vezes litófila e muito raramente como epífita. É oriunda de Macchu Picchu e suas proximidades, no Peru, crescendo em encostas íngremes e rochosas, cobertas de ervas e arbustos, em altitudes que podem oscilar entre os 2000 e os 4000 metros.



Cultivo: Sendo uma planta proveniente de habitats muito elevados, requer locais de cultivo frescos, bem ventilados e parcialmente sombreados, podendo suportar temperaturas até cerca dos zero graus de mínima, durante o Inverno. No Verão não tolera temperaturas excessivamente altas, devendo estas não ultrapassar os 28 a 30 graus de máxima. É também importante um elevado teor de humidade relativa.
Cultivo em vaso pequeno, num substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro fina e média (de 6 a 12/18mm), alguma argila expandida e alguma perlite.
Rego de forma a ter o substrato sempre húmido, mas nunca encharcado, sendo estas mais abundantes no Verão e bastante mais espaçadas no Inverno.
As espécies do género Masdevallia não necessitam muito de fertilizações pelo que estas devem ser mais espaçadas (uma vez por semana ou quinzenalmente) e sempre com doses muito reduzidas (apenas metade do aplicado nas restantes orquídeas).

Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/masveitchiana.htm

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Bulbophyllum rothschildianum

O Bulbophyllum rothschildianum é uma planta de pequeno a médio porte, com pseudobulbos ovoides e uma única folha apical, em cada um deles. As suas inflorescências são longas, cada uma com diversas flores dispostas em umbela, libertando um odor desagradável. Normalmente, floresce na Primavera e ou no Outono.

Família: Orchidaceae         Género: Bulbophyllum         Espécie: rothschildianum

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita e que vegeta em florestas de baixa e média altitude, no sul de Yunnan, província da China, em Assam, província da nordeste da Índia e ainda na Birmânia.




Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa aquecida, onde são garantidas temperaturas mínimas de 12 graus e máximas de 33 graus. O local de cultivo é bem ventilado (fator importante para todos os Bulbophyllum), sempre com sombra parcial e elevado teor de humidade relativa do ar.
Utilizo um vaso médio (cerca de 12 cm) suspenso e um substrato composto por uma mistura de casca de pinheiro média (70%), argila expandida (20%) e perlite (10%). As percentagens são meramente indicativas. 
Sobretudo nas estações mais quentes e secas do ano deve ser regado abundantemente e com regularidade, de forma a manter o substrato sempre húmido, mas garantido sempre uma boa capacidade de drenagem do mesmo. Sempre que se notar degradação acentuada deste, deve-se proceder à sua substituição.
Aprecia fertilizações regulares. Eu utilizo o Akerne Rain Mix, duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água). No Inverno suspendo a sua aplicações.
Nota: Estas plantas sentem-se "felizes" quando crescem para fora dos vasos e apresentam boas raízes aéreas.

Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/bulbrothchildsianum.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Cattleya dormaniana

Cattleya dormaniana é uma espécie de pequeno a médio porte, com pseudobulbos alongados, estreitos,  cilíndricos,  encimados por duas folhas elipsoides. As suas inflorescências surgem no Outono, sendo geralmente compostas por uma flor, ocasionalmente por duas ou três. As suas flores atingem, normalmente, os 8 cm, sendo belamente coloridas e  de formas pouco comuns para este género.

Família: Orchidaceae        Género: Cattleya        Espécie: dormaniana

Habitat natural: Espécie que se desenvolve de forma epífita, na Serra dos Órgãos - Rio de Janeiro, Brasil, em habitats algo nebulosos e bastante húmidos,  em altitudes que podem oscilar entre os 600 e os 1000 metros.




Cultivo: Está cultivada montada numa placa de cortiça, estando todo o ano nas estufa aquecida, em local com excelente luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa do ar. Esta espécie, para poder florir, requer temperaturas um pouco mais elevadas que as restantes e muita luminosidade.
Rego com frequência nas estações mais quentes e secas do ano, cerca de 4 vezes por semana, reduzindo drasticamente no Inverno, altura em que rego apenas para não deixar desidratar a planta. Sendo cultivada em vaso não necessitará desta frequência de regas.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água). Durante a segunda metade do Outono e no Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/cattdormaniana.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=35884

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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Cischweinfia parva

A Cischweinfia parva é uma planta de rizomas curtos, cujos pseudobulbos se desenvolvem muito perto uns dos outros, sendo estes ovalados e lisos, envoltos por bainhas, as posteriores em forma de folha e portando no seu ápice uma folha linear lanceolada. As suas inflorescências surgem no final do Verão e primeira metade do Outono,  relativamente curtas e compostas por uma a duas flores em cada haste, suavemente perfumadas.

Família: Orchidaceae        Género: Cischweinfia        Espécie: parva


Habitat natural: Esta é uma espécie epífita que se desenvolve em florestas montanhosas, densas e nebulosas, em altitudes que podem oscilar entre os 700 e os 1150 metros. É nativa de países como o Peru a Bolívia, o Equador e a Colômbia.




Cultivo: É cultivada num vaso pequeno (cerca de 8 cm de diâmetro), em substrato composto essencialmente por casca de pinheiro média e grossa e alguma argila expandida. Está todo o ano na estufa temperada quente, em ambiente mediamente sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Rego apenas o necessário para manter o substrato ligeiramente húmido, podendo secar entre regas por períodos muito curtos de tempo. Não tolera encharcamentos, pelo que o substrato deve ser substituído sempre que note que esteja degradado.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água). Na segunda metade do Outono e no Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/cischparva.htm

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Restrepia cymbula

A Restrepia cymbula apresenta uma das flores mais pequenas deste género, com cerca de 1 cm, de aspeto coriáceo e com formas bem peculiares, que se diferenciam claramente das suas congéneres. 

Família: Orchidaceae          Género: Restrepia         Espécie: cymbula

Habitat natural: Esta é uma espécie exclusiva do Equador, onde se desenvolve de forma epífita, geralmente em habitats de florestas algo densas, de média altitude.




Cultivo: Está num vaso pequeno, de 6 cm de diâmetro, num substrato que garante sempre um bom grau de humidade, composto por casca de pinheiro fina, alguma perlite e algum esfagno. 
Esta espécie necessita de temperaturas intermédias, um pouco mais elevadas do que a maioria, local sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa.  
As regas, ao longo de todo o ano, devem ser as necessárias para manter o substrato ligeiramente húmido, sem encharcar, mas nunca deixando secar totalmente, sobretudo por períodos prolongados de tempo. 
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração, nunca aplicando mais de metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Como faço com a generalidade das orquídeas, no Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/rescymbula.htm

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cattleya labiata var. roxo-bispo 'Urbano'

A Cattleya labiata var. roxo-bispo 'Urbano' é uma belíssima e rara variedade desta magnífica espécie, encontrada há cerca de oitenta anos, no seu estado natural. Na altura foram encontradas muito poucas plantas, desta variante,  nas matas do Estado de Pernambuco, no Brasil. Carateriza-se essencialmente pela boa forma das suas flores e ainda pelas cores pouco comuns e delicadas. É uma planta de médio porte, unifoliada, de pseudobulbos ligeiramente achatados, que floresce no final do Verão e Outono.

Família: Orchidaceae    Género: Cattleya    Espécie: labiata   var. roxo-bispo 'Urbano'

Habitat natural: Planta que apresenta uma forma de desenvolvimento epífito, que se manifesta em habitas de baixa a média altitude, quentes e húmidos, entre os 600 e os 900 metros, nalguns locais do nordeste do Brasil. 




Cultivo: Cultivo em vaso médio, utilizando um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro grossa e cerca de 30% de argila expandida.
Está todo o ano na estufa aquecida, onde as temperaturas, mesmo em pleno Inverno, nunca descem abaixo dos 12 a 14 graus. O ambiente é ligeiramente sombreado mas com excelente luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Na fase de desenvolvimento dos novos pseudobulbos manter os substrato ligeiramente húmido, sendo conveniente secar um pouco entre regas. No Inverno regar o menos possível, não deixando contudo desidratar a planta.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (cerca de metade da dose indicada pelo fornecedor, para cada litro de água). Durante a parte final do Outono e durante o Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

World Checklist of Selected Plant Families

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Dendrobium trinervium

O Dendrobium trinervium é uma planta miniatura, de pseudobulbos cilíndricos e carnudos, com diversas folhas ovaladas lanceoladas. As suas inflorescências são curtas, com flores brancas esverdeadas e finamente maculadas de vermelho escuro na parte central do labelo, podendo estas atingir os cerca de 2 cm de dimensão.

Família: Orchidaceae         Género: Dendrobium         Espécie: trinervium

Habitat natural: Esta é uma espécie nativa de florestas abertas de baixa altitude, desde o nível do mar até cerca dos 100 metros, quentes e húmidas, da Tailândia e da península da Malásia.





Cultivo: Esta é uma espécie exigente em temperaturas, cujas mínimas, mesmo durante o Inverno, nunca deverão descer abaixo dos 13 a 14 graus. É cultivada montada numa pequena placa de madeira, em local sombreado, mas com excelente luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Nas estações mais quentes e secas do ano devemos regar quase diariamente, reduzindo drasticamente durante o Inverno. Para quem cultiva em vaso as regas deverão ser mais espaçadas.
Fertilizo uma a duas vezes por semana com o Akerne Rain Mix, sempre com doses de baixa concentração (metade ou menos de metade da dose indicada pelo fornecedor por cada litro de água). Durante o Inverno suspendo as fertilizações. 

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/dentrinervium.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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sábado, 8 de setembro de 2018

Cattleya bradei

A Cattleya bradei, ex Laelia bradei, é mais uma das espécies rupícolas nativas do Brasil, sendo esta do Estado de Minas Gerais.
É uma planta miniatura que se desenvolve entre os 1100 e os 1400 metros de altitude, podendo ser cultivada em ambientes com temperaturas ligeiramente baixas, sem exposição a frios exagerados ou geadas. Requer luz intensa, podendo mesmo suportar sol direto.
Está cultivada num vaso pequeno (6 a 8 cm de diâmetro) num substrato composto por uma mistura, em partes mais ou menos iguais, de casca de pinheiro grossa, argila expandida, pequenos pedaços de granito (2 cm) e pequenos pedaços de rocha contendo um bom teor de ferro na sua composição.



Referências bibliográficas: 

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=374634

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Bulbophyllum bolsteri

O Bulbophyllum bolsteri é mais uma belíssima miniatura deste magnífico género com cerca de, mais ou menos, 2200 espécies naturais. Apresenta pseudobulbos ovalados, lateralmente sulcados, com uma única folha apical, elíptica lanceolada e coriácea. As suas inflorescências são compostas  por uma única flor, que se sobressai bem acima da planta, tendo a particularidade de apenas se manter aberta no final da noite e primeira parte da manhã (até cerca das 9/10 horas), mantendo-se totalmente fechada durante o resto do dia e a primeira metade da noite.

Família: Orchidaceae       Género: Bulbophyllum        Espécie: bolsteri

Habitat natural: Esta é uma espécie oriunda das Filipinas, onde se pode desenvolver como planta epífita, crescendo através de rizomas rastejantes, geralmente sobre os galhos das árvores, em locais/florestas de baixa e média altitude.




Cultivo: É cultivada durante todo o ano na estufa aquecida, onde as temperaturas mínimas se mantêm sempre acima dos 10 a 12 graus. O local de cultivo é sombreado, bem ventilado e com alto teor de humidade relativa.
Está montada numa pequena placa de cortiça, sendo regada diariamente nas estações mais quentes e secas do ano e mais espaçadamente no Inverno. Para quem cultiva em vaso  as regas poderão ser menos regulares.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração, nunca aplicando mais de metade dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/bulbbolsteri.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Coelogyne lawrenceana

Coelogyne lawrenceana é uma espécie de médio porte, de pseudobulbos oblongos a ovoides, encimados por duas folhas largas e lanceoladas. Desenvolve naturalmente nos Himalaias e no Vietname, como planta epífita, em florestas primárias de montanhas de média altitude.
As suas inflorescências, mais curtas que a dimensão das folhas, podem ser compostas por algumas flores, geralmente 1 a 6 por cada haste. Estas abrem sucessivamente, apenas uma de cada vez, sendo algo perfumadas, de aspeto ceroso e de longa duração.




Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa aquecida, em local sombreado, com elevado teor de humidade relativa e com boa ventilação. Pode contudo suportar alguma frio, desde que não seja muito acentuado (idealmente acima dos 8 a 10 graus) e por períodos prolongados de tempo.
Uso um vaso pequeno e um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro média e grossa e alguma argila expandida.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix uma a duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/coellawrence.htm

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Cattleya wallisii 'M. Ito' (Cattleya eldorado 'M. Ito')

A Cattleya eldorado 'M. Ito' é um belíssimo clone desta espécie. A Cattleya eldorado é um sinónimo da Cattleya wallisii, sendo este último o nome aceite pela WCSP (World Checklist of Selected Plant Families). 
Pertence ao grupo das unifoliadas e é uma planta de médio porte,  proveniente da região do Amazonas, no Brasil 
As suas inflorescências trazem, normalmente, de 1 a 3 flores bem coloridas e agradavelmente perfumadas, sendo das que apresentam maior durabilidade entre todas as Cattleya.
É uma das que necessita de temperaturas mínimas de Inverno um pouco mais elevadas, sempre acima dos 12 a 14 graus. As restantes exigências de cultivo são idênticas à maioria das espécies, suas congéneres




Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/catteldorado.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=36173

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