segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Brassavola perrinii

A Brassavola perrinii é uma planta com um porte considerável que necessita de bastante luz para poder florir, caraterizada pelas suas folhas longas, estreitas e eretas, cilíndricas, carnudas e rígidas. As inflorescências são compostas por várias flores, geralmente em número de 3 a 6, sendo levemente perfumadas.

Família: Orchidaceae         Género: Brassavola       Espécie: perrinii

Habita natural: Espécie epífita, que vegeta em habitats bem expostos, em locais que podem oscilar entre os 1980 e os 2580 metros de altitude. É nativa de países como o Brasil, a Bolívia, a Argentina e o Paraguai.




Cultivo: Pode ser cultivada em ambientes temperados/frios, em locais com excelente luminosidade, podendo mesmo apanhar algum sol direto durante uma parte do dia. Requer um elevado grau de humidade do ar e espaços bem ventilados.
A minha planta está montada numa placa de cortiça, sendo regada quase todos os dias nas épocas do ano mais quentes e secas, com redução considerável das mesmas no Inverno.
Fertilizo cerca de duas vezes por semana, com o Akerne Rain Mix, em doses de baixa concentração. No Inverno e na segunda metade do Outono suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=24213

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Maxillaria scalariformis

Apesar desta Maxillaria scalariformis, na sua primeira floração, ter apenas uma só flor, dá para ver a sua beleza, tanto nas formas singulares e delicadas, como no colorido pouco comum para este magnífico e sempre diversificado género. Espero que, em próximas florações, estas apareçam em maior número, ao longo de cada caule. A planta é também invulgar, com folhas ligeiramente avermelhadas, dispostas alternadamente ao longo de um caule em forma de cana e relativamente fino e ereto.

Família: Orchidaceae       Género: Maxillaria       Espécie: scalariformis

Habitat natural: É uma espécie epífita, endémica do Panamá, desenvolvendo-se em florestas tropicais de baixa e média altitude.



Cultivo: Está a ser cultivada num vaso médio, em substrato composto por uma mistura de casca de pinheiro média, argila expandida e perlite.
O ambiente de cultivo é temperado quente,  moderadamente sombreado (o ano inteiro), com elevado teor de humidade do ar e boa ventilação.
Rego de forma a manter o substrato sempre húmido, mas evitando os encharcamentos. Poderá secar, por curtos períodos de tempo, entre regas.
Fertilizo uma a duas vezes por semana, com o Akerne Rain Mix, com doses pouco concentradas. Na segunda metade do Outono e no Inverno suspendo as fertilizações. Opcionalmente, poderão ser utilizados outros adubos disponíveis no mercado, sendo sempre necessário e importante ler as instruções dos respetivos rótulos.

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Prosthechea fragrans

A Prosthechea fragrans, contrariamente à ideia que o nome deixa supor, nem é das espécies mais perfumadas deste género. Contudo, compensa com as suas belíssimas hastes florais, compostas por diversas flores não ressupinadas.

Família: Orchidaceae        Género: Prosthechea       Espécie: fragrans

Habitat natural: Espécie epífita, podendo desenvolver-se em planícies das florestas tropicais, assim como em florestas montanhosas até cerca dos 2000 metros de altitude, em vários países da América Central e da América do Sul. É nativa da Jamaica, Cuba, República Dominicana, Haiti, Ilhas Windward, México, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Trinidad & Tobago, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Equador, Peru, Colômbia, Bolívia e Brasil.





Cultivo: É cultivada num vaso médio, com cerca de 12 cm de diâmetro, em substrato para epífitas, de média e grossa granulometria, composto por casca de pinheiro, argila expandida, cortiça e perlite.
Está todo o ano nas estufa temperada quente, em ambiente mediamente sombreado, com elevado teor de humidade do ar e bem ventilado.
Rego apenas o necessário para manter o substrato ligeiramente húmido, sendo conveniente secar entre regas por curto período de tempo. No Inverno regar apenas o estritamente necessário para não deixar desidratar a planta.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre em doses pouco concentradas. Metade da dose de adubo recomendada pelo fornecedor, para cada litro de água. No Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=165829

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Maxillaria uncata

A Maxillaria uncata é uma das plantas mais pequenas deste género e com flores também pequenas mas belíssimas, de finos recortes e cores suaves e invulgares. Esta é uma espécie que floresce várias vezes o longo do ano, aqui no meu espaço.

Família: Orchidaceae        Género: Maxillaria       Espécie: uncata

Habitat natural: Espécie epífita oriunda das florestas quentes e húmidas, com chuvas frequentes e abundantes, de vários países da América do Sul, tais como o Brasil, o Peru, o Equador, a Colômbia, a Venezuela, a Guiana, a Guiana Francesa e o Suriname. Vegeta em altitudes que podem oscilar entre o nível do mar e os 1300 metros.




Cultivo: Está cultivada montada numa pequena placa de cortiça, todo o ano na estufa temperada quente. O ambiente de cultivo é moderadamente sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade do ar.
Nos meses mais quentes e secos do ano rego com frequência, reduzindo consideravelmente o número de regas durante o Inverno, tendo sempre a atenção necessária para não deixar desidratar a planta.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas a três vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração. Durante o Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

sábado, 21 de outubro de 2017

Cattleya labiata v. "marginata"

Este é uma bonita variedade da Cattleya labiata, destacando-se pelas suas pétalas e sépalas mais arredondadas e pelo seu magnífico labelo de cores intensas e bem marcadas, belissimamente franjado e bordeado a branco. É ricamente perfumada, sobretudo nas horas  de calor mais intenso.

Família: Orchidaceae       Género: Cattleya       Espécie: labiata     v. 'marginata'

Habitat natural: Planta epífita, que se desenvolve em habitats de baixa a média altitude, entre os 600 e os 900 metros, no Brasil e na Venezuela. É uma espécie de médio porte, com pseudobulbos ligeiramente achatados e encimados por uma só folha coriácea, que floresce durante o Outono.




Cultivo: Vaso médio, com substrato para epífitas (casca de pinheiro grossa e argila expandida). Está  na estufa temperada, com temperaturas sempre acima dos 12º, em ambiente bem ventilado, sombreado mas com excelente luminosidade e elevado teor de humidade.
Regas e fertilizações constantes, com redução significativa no Inverno. As fertilizações nunca deverão ter mais de metade da dose indicada nos rótulos ou nas indicações do fabricante. É preferível aumentar o número de aplicações, sempre com doses pouco concentradas. Isto deve aplicar-se à generalidade das orquídeas, mas é  muito importante para o género Cattleya.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dendrobium taylorii

O Dendrobium taylorii, nome aceite pela World Check List of Selected Plant Families (WCSP), é mais conhecido nos meios orquidófilos pelo nome de Cadetia taylorii. É uma planta miniatura, com belas flores solitárias, de cerca de 1 cm de envergadura, surgindo no final do Verão e no Outono.

Família: Orchidaceae       Género: Dendrobium       Espécie: taylorii

Habitat natural: Planta epífita nativa da Austrália Oriental e da Nova Guiné, onde se desenvolve em florestas tropicais e zonas de mangue, desde o nível do mar até aos 1400 metros de altitude.




Cultivo: É cultivada num pequeno vaso de 8 cm de diâmetro, numa mistura para epífitas, composta por casca de pinheiro média, argila expandida e perlite. Opcionalmente, também pode ser cultivada montada numa pequena placa de cortiça ou de madeira.
O ambiente de cultivo é temperado quente, o ano todo, com sombra moderada, bem ventilado e com elevado teor de humidade do ar (50 a 70%).
Rego de forma a manter o substrato apenas ligeiramente húmido, deixando secar  entre regas. No Inverno reduzo drasticamente as regas, deixando um prolongado período de repouso.
Fertilizo com Akerne Rain Mix, uma duas vezes por semana, sempre com doses pouco concentradas. Na segunda metade do Outono e no Inverno suspendo as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=59245

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Cattleya schilleriana v. coerulea

A Cattleya schilleriana v. coerulea é uma belíssima e rara variedade da Cattleya schilleriana, também muito e agradavelmente perfumada, tal e qual  espécie tipo. É uma planta de pequeno porte (das mais pequenas neste género), do grupo das bifoliadas, com flores bem vistosas e com formas muito exóticas, cerosas e de longa duração.

Família: Orchidaceae     Género: Cattleya     Espécie: schilleriana    v. coerulea

Habitat natural: Espécie epífita, geralmente crescendo sobre as galhos/troncos de madeira dura, em faces de penhascos, expostos sobre cursos de água, em altitudes que oscilam entre o nível do mar e os 800 metros.




Cultivo: Cultivo todas as plantas desta espécie de dois modos distintos. Tenho algumas montadas sobre placas de cortiça/madeira e outras em pequenos cestos suspensos. Desenvolvem-se bem e florescem com regularidade de ambas formas. Quando cultivada em cestos, utilizo uma mistura de casca de pinheiro grossa (ORCHIATA) e argila expandida.
O ambiente de cultivo é temperado/quente, bem ventilado, com elevado teor de humidade do ar (entre 50 a 70%), com excelente luminosidade, mas nunca recebendo sol direto.
Rego regularmente nas estações mais quentes e secas do ano, reduzindo drasticamente durante o Inverno. É sempre conveniente que as raízes sequem bem entre regas, por períodos não muito longos.
Fertilizo com Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, com doses de baixa concentração (cerca de metade da dose indicada pelo fornecedor, para cada litro de água). Opcionalmente podem ser utilizados outros fertilizantes, sendo necessário, nestes casos, ler muito atentamente as indicações do produtor.

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia